sábado, 10 de maio de 2014

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL



Antecedentes

Vários problemas atingiam as principais nações europeias no início do século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.
Vale lembrar também que no início do século XX havia uma forte concorrência comercial entre os países europeus, principalmente na disputa pelos mercados consumidores. Esta concorrência gerou vários conflitos de interesses entre as nações. Ao mesmo tempo, os países estavam empenhados numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão e medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro.

Existia também, entre duas nações poderosas da época, uma rivalidade muito grande. A França havia perdido, no final do século XIX, a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco Prussiana. O revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperando uma oportunidade para retomar a rica região perdida.
O pan-germanismo e o pan-eslavismo também influenciou e aumentou o estado de alerta na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos germânicos em unir, em apenas uma nação, todos os países de origem germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos.

O início da Grande Guerra

O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia.

Política de Alianças

Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido.
O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.

Desenvolvimento. 

As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.

Fim do conflito

Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada,  perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.

sábado, 5 de abril de 2014

Industrialização e Imperialismo

Segunda fase da Revolução Industrial: 

      Durante o século XIX a Europa, o Japão e os EUA tiveram um grande crescimento capitalista devido a forte aceleração na indústria. Esse período ficou conhecido como segunda revolução industrial, que se caracterizou por um período de grandes descobertas que puderam ser aplicadas a indústria, ao transporte, e a comunicação.

Na indústria: 


        Descoberta de um novo processo de fabricação de aço (1856); invenção do dínamo (1870); invenção do motor de combustão (década de 1870).

No transporte:


 Aumento progressivo das ferrovias, e uso do barco a vapor e da locomotiva. Ao mesmo tempo o aproveitamento do petróleo e seus derivados (gasolina e diesel) como fonte de energia permitiu a Henry Ford e a Karl Benz a construção dos primeiros automóveis.

Nas comunicações: 


            A Invenção do telégrafo e do telefone.

  O Imperialismo:


      Apartir de 1870 as potências capitalistas como EUA, Japão e Grã Betanha começaram a competir pelas colônias da Ásia, África, América Latina e Oceania. Essa determinação por domição ficou conhecido como Imperialismo ou Neocolonialismo. Eles queriam (principalmente): Oportunidade de investimentos para seus capitais, mercados produtores de matéria-prima e mercado consumidor, além de ouro, diamantes e privilégio para o seu comércio.

Teorias racistas no século XIX:
     Para justificar a dominação Imperialista sobre os outros povos os europeus elaboraram um conjunto de teorias racistas, que diziam que o europeu era superior aos "povos de cor". No século XIX essa teoria foi classificada como cientifica. Então os europeus sentiram-se com o direito de intervir na cultura de outros povos, dizendo que tinham uma missão civilizatória, ou seja, como consequência destruiram a cultura de outros povos impondo a cultura européia.

A África entre os séculos XVI e XIX:

 
     Entre os séculos XVI e XIX a África cresceu populacionalmente e houve melhorias na produção agrícola. Devido a esse crescimento houve muitas procuras por terras férteis, consequentemente passou a ter guerras entre os pequenos reinos africanos, que viraram grandes reinos como: Luanda e Costa do Ouro.
















O imperialismo na África: 


      Em 1880, 10% do território africano estava ocupado pelos europeus; em 1900 os europeus já tinham se apoderado de 90% da África.

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcROZwnquVgwXqPaJghsOcWlyagCKQAP6H_Ry53FwpmiRg_qNAEFFranceses na Argélia:


     Por volta de 1830, os franceses instalaram na Argélia protetorados. Posteriormente assumiram o poder e forçavam as pessoas daquela localidade a trabalhar nas culturas de verduras, frutas, entre outros, destinados a exportação. Missionários e educadores foram para a África com o objetivo de impor sua religião, acreditando-se que seria superior as outras.

Belgas no Congo: 


     Em 1884, usando a força e a diplomacia, o rei Leopoldo II, da Bélgica, transformou o Congo, um território dezenas de vezes maior do que a Bélgica, em uma propriedade particular dele. Explorando a mão de obra africana, Leopoldo II extraiu da África uma grande riqueza de marfin e borracha. A dominação do Congo envolveu a morte de cerca de 10 milhões de africanos. Depois, sob pressão, Leopoldo II saiu do poder, que passou a ser administrado pelo governo Belga.

Britânicos na África: 

 
      A Grã-Bretanha foi um dos países que lideraram a corrida pela África. No Egito, os britânicos estabeleceram um protetorado, aproveitando-se de que o Egito estava endividado. No Sudão, os britânicos usaram a violência. Os sudaneses reagiram, travando com eles a chamada guerra santa. Mas acabaram sendo derrotados, graças a superioridade bélica. Além do Egito e do Sudão, os ingleses apossaram-se também da Uganda, da África Ocidental e da Rodésia.

A Conferência de Berlim:   

 

     A corrida imperialista gerou tenções que ameaçavam a paz na Europa. Para evitar a guerra, as potências européias decidiram estabelecer as regras da partilha da África, na Conferência de Berlim, na Alemanha, em 28 de fevereiro de 1885. Nessa conferência as grandes potências fizeram um novo mapa da África, o que atendia os seus interesses. Esse mapa fixaria fronteiras artificiais.

Partilha da Ásia:


            A Ásia também foi alvo do imperialismo das potências ocidentais.

Britânicos na Índia: 

 
     Os britânicos desembarcaram na Índia no século XVII. Aos poucos foram desalojando comerciantes de outros países europeus. Nessa época os ingleses compravam da Índia tecidos finos, como a musselina e o cânhamo, e revendiam na Europa com grande lucro.
     Por volta de 1750, os inglesas se apossaram da Índia, e sua primeira atitude foi acabar com a Revolução Industrial indiana: eles aumentaram os impostos sobre o tecido indiano. Com isso houve o aumento do preço. Ao mesmo tempo os ingleses começaram a vender tecido para a Índia. Consequentemente as tecelagens indianas faliram.


     A opressão inglesa sobre a Índia, e a população empobrescendo, provocaram revolta no país, a chamada Revolta dos Sipaios. Os Sipaios foram derrotados graças a superioridade bélica dos ingleses. Aproveitando-se disso, os ingleses tomaram o governo indiano diretamente. Anos depois, a Rainha Vitória, da Inglaterra, foi proclamada imperatriz da Índia.

Britânicos na China:

 
     Quando o europeu Marco Polo chegou na China, no século XIII, os chineses eram autossuficientes e não se interessavam nos produtos ocidentais. Porém, os europeus tinham bastante interesse nos produtos chineses, como a seda e o chá. Do século XIII ao XVIII o lucro foi sempre favorável a China. Mas, por volta de 1820, a situação se inverteu. Isso aconteceu pelo fato de que os comerciantes britânicos estavam vendendo em grande quantidade uma droga chamada ópio, para os chineses.
     Embora na China fosse proibido o consumo de ópio, os britânicos ainda continuavam vendendo. Essa droga acabava com a vida dos chineses viciados e prejudicava muito a própria China. Então o braço direito do Imperador, Lin Zexu, escreveu uma carta para a Rainha Vitória ,da Inglaterra, falando a respeito da proibição da venda de ópio na China. A rainha nada respondeu. Os chineses reagiram: jogaram 1400 toneladas de ópio no mar. Dessa vez a rainha respondeu com guerra: a Guerra do Ópio. Os ingleses ganharam.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Estudar pra quê?

As pessoas que passam mais tempo na escola vivem mais tempo. E cada ano adicional de estudo acrescenta sete meses à vida. Estas afirmações não são de autoria minha, pois necessitaria de anos de estudo para tal; quem as publicou foram as universidades norte-americanas de Harvard e Princeton.
Não se enganem os professores, porque para eles deve ser uma resultado inversamente proporcional, ou seja, perdem sete meses de vida por cada ano que lá passam! Mas esta parte não entrou no estudo e portanto não ficamos a saber para já quanto tempo de vida perde um professor no desgaste diário de lecionar.
Estudar para quê?
Estamos vivendo o alvorecer de um novo conceito de economia. Muito já se tem falado da sociedade ou da economia do conhecimento, cuja principal característica é a mudança do capital econômico para o  saber. Não é difícil descobrir algumas vantagens de estudar. Desde pequenos que somos pressionados a pôr os neurônios a trabalhar e como incentivo a longo prazo dizem-nos sempre “estudar para ser alguém na vida”,  ou “estuda para ter um bom futuro”. Mas afinal porque vale a pena estudar?
Quando estudamos adquirimos conhecimento, e é através dele que conseguimos atingir determinados fins, um dos quais é conseguir assumir o controle da própria vida. Desprendemo-nos da necessidade de pedir favores e de pagar a quem nos informe ou faça certas coisas.
Outra vantagem é o aumento de desenvolver-se em qualquer local do mundo, pois o conhecimento é universal.
Saber o que se diz e ter bagagem para discutir diversos assuntos. Quanto mais informação retemos sobre os mais diversos temas mais e melhores conversas é possível ter. As conversas tornam-se também mais interessantes e entusiásticas. Consegue-se ainda aprender a separar o comportamento dos sábios e o dos idiotas.
Mais conhecimento – mais oportunidades na vida. Deixamos de nos limitar a uma ou outra profissão, sendo mais dinâmicos e multifacetados. Assim a probabilidade de estar menos tempo desempregado diminui, podendo também trocar-se de emprego com maior facilidade.  
O saber ajuda na possibilidade de conquistar a mulher ou o marido desejado! Não faz milagres, mas com certeza que auxilia na demanda de encontrar a cara-metade.
Cultivar hábitos de vida saudável também advém do saber. Aprende-se melhores hábitos na culinária, no desporto, no lazer e em muitos outros  costumes.
Consegue-se superar as derrotas com mais facilidade. O nosso psique ganha mais suporte e mais pensamentos onde se apoiar na altura das dificuldades, deste modo as frustrações e desapontamentos passam mais rapidamente canalizando o intelecto para coisas proveitosas.
Depois deste inúmero leque de vantagens que já disse, concluo com estas palavras: a menor possibilidade de entrar no mundo do crime e da violência, pois certamente é  ser esperto o suficiente para nunca entrar ou, caso se entre, para comandar as tropas (como os barões-do-crime).
Por último e não menos importante está o nosso salário! Diz a pesquisa que para cada ano estudado há um aumento equivalente a dez por cento no seu salário!